domingo, 26 de junho de 2011

quando um ministro se entusiasma com o seu povo quer logo logo ser tratado como igual. o pior são os barões.





Esta saída do sr Ministro deve ter dado uma valente dor de cabeça ao prf marcelo. Porque esta coisa do tratamento tem a sua importância que diabo.Um ministro não pode agora andar a ser tratado e a deixar-se tratar como se fosse um merceeiro.Nunca um barão do psd permitirá que um dos seus e para mais tão importante deixe agora o povoléu tratá~lo pelo primeiro nome. 
Isso só se aconselha quando o ministro for do PS ou não fosse esta gente da direita gente fina e ciosa de seus haveres. Agora vir o sr lá de fora todo contente por ter sido promovido a importantão com direito a pasta, a palácio , palacete vénia e demais criadagem, a dizer que quer ser tratado pelo povo pelo seu primeiro nome? Impossível , não é?

Tratem-me por Álvaro. O Prf Marcelo sobressaltou-se .
E claro, lá teve que dar lição a ministro:-
Queres ser tratado por Álvaro???  Ó Álvaro; isso não pode ser filho, aqui não dá.





Marcelo R. Sousa: Ministro pelo nome


O professor criticou na TVI o ministro da Economia, que pediu para ser tratado pelo nome próprio. “Imagino o motorista: Álvaro, vamos para o ministério ou bebemos um café?”

fui ler a minha caixa de comentários e olha. apanhei com um zé.







Não que eu goste muito de perder tempo com caixas de comentários. Por essa mesma razão retirei essa possibilidade a quase todos os meus blogues. Mas como me esqueci de retirar a deste  olha; de quando vez lá dou uma saltada e às vezes até me rio.
Foi o caso .


Nesta coisa da crise porque agora andamos a passar há de tudo. Há socialistas pró sócrates. E anti sócrates.
 Há os das direitas que odeiam Sócrates e incensam o passos coelho.
Os que odeiam o teixeira dos santos e incensam o paulo portas, há os que amam , os que odeiam, os que odeiam o partido contrário e os que se amam  a si próprios e para os quais mais nada existe que não seja o básico instinto.


Aqui calhou-me um Zé. 
Um Zé que ao que parece gosta do cavaco o bastante para o defender com argumentos de peso sendo que o que mais pesa, segundo o que deixou que lese é o de que cavaco não é de extrema direita e nem sequer de direita. Claro que este Zé que me calhou em sorte e na caixa de comentários, imagina para si próprio um mundo onde o anonimato é porta atrás da qual se podem esconder todos os que desejam expressar mas que acabam por expressar pouco.
E imagina também que o poder agora vigente pode silenciar todos aqueles que se lhe opõem com firmeza . 


Afinal de contas o que está agora em vigor é o tal sonho de Sá carneiro, com uma diferença.
Sá carneiro odiaria o cavaquismo.
Isto para não dizer que Sá carneiro odiaria cavaco que isso não poderia dizer senão o próprio o que sabemos se tornou impossível a partir do dia da sua morte,se bem que eu tenha sido testemunha de uns tantos desabafos os quais talvez um dia publique por aí que muito diriam do seu pensamento sobre determinado tipo de laranjas.


Este Zé que me calhou na rifa parece pensar muito bem do cavaquismo.
Esquecendo ( porque não acredito que alguém neste país ignore ) o quanto esse agrupamento de negócios se misturou na politica e vice versa , trazendo a este país uma desgraça que acabou por se transformar numa doença que hoje tentam esconder culpando tudo e todos pelo seu próprio oportunismo e negociatas que culminaram com o caso BPN e que nos lançou a todos numa crise ainda maior da qual dificilmente sairemos.


Disso os que gostam e seguem o cavaquismo não gostam de falar. Preferem atirar sobre o PS e sobre Sócrates numa campanha do branquemento mais sórdido e corrupto que este país alguma vez teve que suportar. Este anónimo Zé que me calhou na caixa de comentários é mais um desses.Dos que adoram as sombras e passam por elas anónimos e sempre admirando os cavaquistas. Quanto ao BPN para aí está. Á espera que os que ora governam intimidem e ocultem. Para que os amigos e correligionários possam enfim escapar


Este Zé é mais dos Zés que por aí se passeiam em blogues e redes sociais convencidos de que o  seu anonimato é a sua defesa. Esquecendo que é o que escrevem que os revela. 
E este confesso , fez-me rir. 
Tal como o cavaquismo me faz rir.
Tal como me fazem rir os palhaços.
 Que neste caso ficaram todos ricos com o proveito do roubo. 
Sinais dos tempos é certo. Mas sei que outros tempos chegarão .


Até lá continuarei a rir-me de todos estes Zés cavaquistas. 
Afinal não servem para outra coisa.







muito interessante aquele programa da constança cunha e sá.onde antigamente imperava a tal liberdade de expressão agora só impera o medo.





Lá estive.
 A ouvir as boutades sem graça do rapaz que percebe imenso de talheres e que diz que é fino , muito fino, lá estive a ouvir as afirmações empenhadas do agora secretário de estado da cultura 
( artistas ponham-se a pau quando não ) lá estive a ouvir enfim um programa que no tempo de Sócrates era livre até mais não, mas que agora afinal parece que terá que ter cuidadinho com o que deixa passar porque senão não.


Outrora um programa combativo, cheio de criticas e ataques ao Governo Socialista a quem antónio josé viegas acusava de ser pouco cuidadoso com a cultura, despesista com a saúde e especialmente nocivo em relação à liberdade de expressão que segundo o douto comentador era atacada e vilipendiada todos os dias, passou agora a ser um programazinho de améns e dobras de culuna em vénia e outras formas piores e nem o coutinho antigamente tão critico ao possível desconhecimento de Sócrates em relação a talheres, se atreve agora a criticar seja o que fôr a este passos , pois pudera o medo impera e nisto de crises quando  o empreguinho fino vai à vida acaba~se o pio e a conta bancária.


Resumindo e para concluir. Outrora um programa de liberdade onde nunca foi negada a liberdade de expressão para se atacar muitas vezes tão injustamente o Primeiro ministro eleito, encontrando nele e no seu governo todo o tipo de pecados , passou agora a ser mais um programazito medíocre onde o unanimismo e o desprezo pela liberdade de cultura e suas virtudes tomou lugar.


Desprezível?
Sim. Mas um país que se deixa enganar pela direita e sua gente acaba sempre por se tornar seu igual. Neste caso como noutros desprezível.







sexta-feira, 24 de junho de 2011

Roubini diz que "tempestade perfeita" poderá ameaçar economia mundial


E vem mais um adicionar retórica ao medo, numa altura em que nada mais se pode fazer senão aguentar esta crise deppois de estes e outros terem andado a debitar tudo e mais alguma coisa menos aquilo que deveriam ter debitado; isto é fortes criticas a uma europa débil e rodeada por gente com os interesses mais obscuros.

Mas até começo a encontrar nestes avisos de descalabro, uma ironia de que me apetece gostar.
Porque afinal de contas, depois de ter visto o Primeiro ministro do meu País insultado, perseguido, caluniado pelos que agora se sentam nos palácios e palacetes proclamando em alta voz o seu direito ao respeito de todos porque não existe sequer liberdade para os criticar porque o país está doentinho, vem esta análise do Roubini meter um pouco de ordem em toda esta fantochada criada pelas extremas direitas mais rapaces que olham agora o futuro como se o futuro lhes pertencesse sem compreender que o caminho do ódio, da violência e da asfixia da liberdade , mais dia , menos dia acabará por destruí-los a todos.

Queiram os Homens bons que esse dia nos chegue depressa.


quinta-feira, 23 de junho de 2011

estive a ler a helena garrido e achei uma piada dos diabos.





Muito interessantes mesmo os tempos que ora vivemos cá no burgo.
De uma comunicação social agressiva, provocatória , mal educada , violenta por vezes até , pejada de artigalhadas caluniadoras do bom nome alheio e com gente do piorio a assinar da pior e mais baixa literatura passámos a uma comunicação social toda ela eivada dos maiores encómios e elogios . como se súbitamente cá no burgo uma estrela anunciando um novo messias tivesse brilhado apontando o caminho da alegria.


Mas que treta.


Não que a Helena garrido esteja dentro dos parâmetros de violência e de provocação caluniosa de que acuso outros.Foi porventura até algo contida nas afirmações que fez e nas criticas que produziu em relação ao Governo de José sócrates, mas senhores ler todos estes encómios a passos coelho , ao seu governo e ao presidente cavaco silva que durante anos tomou posições que não lembrariam ao diabo é de facto algo que acaba por nos dar a tal volta ao estômago como se algo podre e fora de data tivesse entrado dentro dele.


Diz Helen garrido que temos governo .
Temos . O povo votou, logo temos governo. 
Mas já antes disso o povo havia votado portanto já antes disto portugal tinha governo. O tal governo que foi imediatamente boicotado por cavaco, pela sua comunicação social , pela máquina cavaquista de extrema direita sempre oleada na calúnia , na mentira, na difamação e nos piores enredos nascidos e perpetuados no fascismo mais bacoco e cruel.


Onde estava Helena garrido nesses tempos de mentira , de boicote descarado e de difamação?



segunda-feira, 20 de junho de 2011

e de nobre desnorte em nobre desnorte lá chegamos ao dia da posse. linda posse sim senhor; isto promete.



Fernando Nobre desistiu da candidatura a presidente do Parlamento, depois de ter  falhado duas eleições consecutivas.


Pelo meio de noticias que anunciam o dengue e a malária, pelo meio das piadas sobre sócrates e a bicicleta; com o racista mário machado a tentar vender mais peixe contra a familia de sócrates para se tentar safar a meia dúzia de anitos na gaiola e com muita gente a ver e pelo meio dos anúncios que nos dizem que o governo em breve tomará posse, o nobre foi-se.


Apanhado no meio da lutazeca entre o passos coelho a defender a cara antes do tempo e de um paulo portas que desde há décadas mais não faz senão lixar os parceiros, fernando nobre viu os seus sonhos tornarem~se num pesadelo sendo remetido à mais patética figuração jamais olhada por olhos portugueses.


Dirão uns : a culpa é dele , quem o mandou acreditar em promessas? Dirão outros , aquilo é a fantochada do costume;  aquilo é gente que come no mesmo prato. 
- E terão razão. A culpa é dele fernando nobre e sim , aquilo é tudo gente que come no mesmo prato. 
O problema é que mesmo quando o prato é o mesmo , se as pessoas que nele comem não tiverem o minímo de grau civilizacional, o prato não será capaz de impedir os mais fortes de sacar a comidinha toda. Foi o caso.


Nobre que acreditou poder vender a bom preço os votos daqueles a quem encantou foi devorado e por dois logo ao mesmo tempo.Esquartejado e dividido em pedacitos iguais, lá se deixou servir tipo fast food para gaviões da alta , sem poder defender-se e sentindo na carne uma a uma, todas as dentuças dos parceiros que outrora tantos encómios lhe teceram.


Nobre não percebeu nunca a realidade que lhe cairia em cima se se atrevesse a vender-se à direita depois de ter seduzido a esquerda. Imaginou que  as direitas o respeitariam sem compreender que as direitas nada mais respeitam que não seja o poder do dinheiro , do veneno e da intriga que lhes permita obter sempre mais e mais dinheiro e mais poder. E ficou ali, sentado, crispado, tentando chamar  a si um pouco de força, um pouco de dignidade, um pouco de coragem para não ceder à tentação de fugir daquele parlamento onde um dia sonhou poder mandar. Pensou que cavaco lhe perdoaria a ousadia que teve ao enfrentá~lo , acusando~o de falta de transparência nos negócios BPN; imaginou que passos coelho o admirava e o defenderia contra tudo e contra todos.


Mas esqueceu~se do paulo portas .
Esqueceu~se que quem manda no PsD não é passos coelho. Esqueceu~se dos barões de laranja assinalados .
E para ali ficou , a ouvir o ritmo das palmas com que à frente de todos os olhares , os seus amigalhaços das direitas enfim o devoraram .E como se fosse uma sombra ali ficou. Dizem que como deputado.


-Pelo meio das noticias que anunciam o dengue, pelo meio da novela que o mário machado procura criar para tentar safar~se a uns anitos da prisão a que o condenaram em mais uma jogada tão própria das direitas cá do burgo, fernando nobre para ali ficou. Ah pois é claro. E ficou também como noticia principal do seu amigalhaço mário crespo. Que vergonha.









À segunda volta, Nobre, indicado pelo PSD, obteve apenas 105 votos, menos um que na primeira volta, quando precisava de 116 votos.
Na segunda votação, 120 deputados votaram em branco e 22 votos foram considerados nulos.

domingo, 19 de junho de 2011

muito obrigada sr krugman, mas já tinha lá chegado.



Mister Krugman que me perdoe mas às vezes parece ser um mero repetidor de la paliçadas das mais fraquinhas. 


Dizer num momento destes que está agora convencido de que as movimentações dos que levam as nações à bancarrota , num exercício do pior capitalismo selvagem e da mais selvagem falta de respeito pelo Humanismo, pela Democracia e pelos Cidadãos é quase confessar que andou mesmo muito distraído e a escrever meras postas de pescada, inúteis e a cheirar a fénico. Tudo isto tresanda. Treasanda a oportunismo, cheira a traição aos valores da Democracia a km de distância , mostra que são as extremas direitas próximas do neo nazismo que controlam agora e destroem a vida de milhões de pessoas através do mundo e o Mister Krugman ; depois de tal como todos nós assistir a esta carnificina durante anos e anos chega agora à brilhante conclusão de que possívelmente toda esta xarada de gente ignóbil e seus ataques é capaz de ser afinal da pressão de grupos de interesse.


 - Pois havia de ser o quê Mister Krugman? 
Algum exerciciozinho da caridade da gentinha que adora meter ao bolso?? Nesta coisa de afirmações a rondar o patético esta sua frase meu caro ficou na lista das mais tontas. Mas que inépcia senhores.
 "Estou cada vez mais convencido de que se trata de pressão de grupos de interesses"


June 19, 2011, 5:42 AM

Kicking the Eurocan

The reaction of European leaders and institutions to the Greek crisis is a sight to behold. Essentially, it boils down to the fact that default would be very inconvenient, both as a practical matter and in terms of prestige. Therefore default must not be considered a possibility, even though it has long been obvious that non-default is not an option.
So will they kick the can down the road once again? I don’t know. What I do know is that the costs of this strategy of delay are themselves badly misunderstood.
I keep seeing statements along the lines that delaying a full resolution of the Greek situation is costing hundreds of billions of euros, because estimates of the size of the needed financial rescue fund keep going up. But such calculations totally miss the point. The European Stabilization Fund isn’t a transfer program; it’s a credit line designed to provide liquidity to get past a temporary cash squeeze. Since that’s not the actual problem, the size of the fund is a measure of European delusion, not a bailout cost.
Nor is Greece like a Texas thrift in the 1980s, using deposit insurance plus deregulation to make ever bigger gambles, and thereby blowing up the eventual cost of the bailout.
So what are the real costs of kicking the can down the road? I’d say that you want to think of it two ways: the costs to Europe as a whole, including Greece, and the costs to Europe ex-Greece.
For Europe including Greece, the costs of delay are the real costs to the Greek economy: delaying a realistic resolution of the debt problem means extending the period of high unemployment and depressed output. Add up the cumulating Greek output gap, and there’s one estimate of the true cost of delay.
For Europe ex-Greece, the costs of delay are whatever that delay does to reduce the amount that Greece will eventually pay its creditor. I think there’s a good case to be made that at this point demands for even more austerity are counterproductive, even in terms of creditors’ interests: the Greek economy is suffering long-term damage, the Greek political scene is being radicalized, and the chances of Greece just telling its creditors to take a hike while it devalues the new drachma are rising.
In any case, what you have to ask now is what Europe is waiting for. Why will six months more of credit lines and suffering make the situation any better?

quinta-feira, 16 de junho de 2011

quando os tubarões se abraçam, o povo pode esperar o horror.



             “Não há alternativa” a “dois anos terríveis”

- Olhem para eles; vejam como se abraçam e aprofundem a vossa contemplação sobre o seu sorriso.


Notam algum sinal de preocupação nos seus rostos?
 Algum sinal de que a triste sorte dos mais pobres e desfavorecidos os perturba?  Não.Nenhum de vós ao olhar esta fotografia encontrará mais que vaidade, desconfiança , inveja e uma enorme voracidade. O que está bem patente nesta fotografia é o lado rapace e temível dos falcões que saboreiam enfim o momento em que em conjunto se lançarão sobre as indefesas vitimas que enfim conseguiram prender na armadilha que durante longo tempo enredaram. 


Estão enfim vitoriosas estas extremas direitas que durante décadas levaram o país à maior crise de sempre, exterminando a pouco e pouco a confiança dos povos naqueles que na verdade os defendiam e dividindo cada pobre contra cada pobre enquanto à sua volta tocava aos ricos para que se unissem.


É isto que temos. São estes os dirigentes que escolhemos.


É esta a europa a que estamos condenados. 
Um grupelho da pior gente que pode haver e suas movimentações racistas . 
E isso está muito vísivel nesta foto. 
Só não verá a realidade quem quiser manter-se na cegueira.


domingo, 12 de junho de 2011

a justiça clamada por uns é a tal de que os amigos desses passam a vida a fugir.



O douto Nogueira leite concorda com o douto 
António Barreto em que se devem procurar e julgar os que são segundo eles os culpados pela crise.


Não sei de que crise falam posto que esta crise nos chegou através da tal que parece que é internacional, mas tudo bem , bora lá. Também concordo .


E entendo que para que este governo PsDCDs comece em bem que se comecem então as verdadeiras investigações sobre o roubo ao BPN, sobre a obscura estória dos submarinos e demais armamento peaso do portas e já agora e para se acabar de vez com esta cena que se leve até ao fim a tal cena do freeport que tanta tinta deu para ocultar outros crimes.


Ou há justiça ou não há.


 Porque lançar campanhas agressivas e de suspeição contra uns enquanto se protegem outros, pode dar imenso jeitinho aos que protegem ,mas não deixa por isso de ser uma enorme pouca vergonha.







sábado, 11 de junho de 2011

homofobia; ora aí está algo que nem o cavaco, nem o nobre, nem o passos e menos ainda o portas são capazes de soletar. será porque concordam, porque têm medo de ir para o inferno se discordarem ou apenas por temerem que o tacho politico se lhes acabe??

gostava tanto tanto de saber se alguém anda a pagar ao barreto para fazer aqueles discursos anti constituição que ele faz ou se é à borla que ele os faz e por gosto.ou será que ele recebe laranjas da coelha por troca?

em tempo de vacas gordas ????? mas então o cavaco não disse no discurso do 10 de junho que as vacas estavam todas magras e que não havia mais vacas para ninguém?? ou esta é outra rasteira do capucho ou então alguém anda a ocultar as sacanas das vacas que engordaram, onde estarão elas? na coelha?

dois homens a querer satisfazer um terceiro.


PSD e CDS aceleram acordo para satisfazer Cavaco

por Eva CabralHoje
PSD e CDS aceleram acordo para satisfazer Cavaco
Passos Coelho e Paulo Portas vão a Belém na quarta-feira. Acordo político e programático já estará fechado.

eu, tu , eles, nós; a coelho , a estória e o lucro. tudo a 140%.


Sim senhor é bem verdade que os projectos são mauzitos.
Em contrapartida ( e é boa nova) nessa quinta não conseguirão meter Sócrates mesmo que muito se esforcem.

Já o cavaco - que agora anda numa de mostrar os dentes legais aos jornalistas que o ajudaram a dar cabo de muito adversário politico - tem tudo a ver com a alimária que tadita; para sempre há~de ficar ligada à triste estória do bando de ladrões que assim a usou para baptismo.

 É a vida senhores; até para se nascer um coelho /a é preciso ter muito azar ou muita sorte dependendo dos amigalhaços que encontramos para nos bapetisar.


Todos à Aldeia da Coelha


sexta-feira, 10 de junho de 2011

eu adoro isto da politica quando até no bloco de esquerda aparecem barões baronesas e baronetes.



o que é impossível  contornar seja o que for que seja quem for do bloco diga declare ou desminta é o seguinte: as direitas venceram porque o bloco as ajudou a vencer levando-as práticamente de mãozinha dada até ao palácio e ao palacete. 

quero com isto dizer que o bloco, ao comportar-se deste modo, mostrou que esteve desde sempre minado pela gentalha da pior direita.


 o resto, meus senhores e minhas senhoras , é capaz de ser muito bonito para blogues e discursos, mas como dizia o meu querido luis pignatelli insigne poeta e meu grande amigo : 

" bonito, bonito....." o resto adivinhem vocês indo à procura da rima.




Luís Fazenda (Bloco) pergunta: «Quem é Daniel Oliveira?»

Continua a troca de acusações no partido após o mau resultado nas eleições

«Quem é Daniel Oliveira? É um crítico, um oposicionista, não pertence à maioria do Bloco de Esquerda, tem outra linha. Não reconheço que tenha qualquer sensibilidade organizativa dentro do BE».Ainda há tempo para acrescentar que Daniel Oliveira está «bastante longe da realidade do BE».


www.tvi24.iol.p



por Andrea Peniche




por Daniel Oliveira

"Quem é Daniel Oliveira? Não pertence à maioria do Bloco de Esquerda, tem outra linha. Não reconheço que tenha qualquer sensibilidade organizativa dentro do BE".
Luis Fazenda


por acaso nisto do paulo portas temos pena, mas eu estou com a ana gomes. quando dúvidas subsistem não há cá cargos politicos para ninguém. isto quando a ética existe e não apenas garganta.



Gosto especialmente do titulo.
Aviso, claro ; gente de bem avisa sempre antes dos delinquentes( ó mil perdões! ) antes dos putativos ministros entrarem em função. Neste caso o avisado é o paulo portas e que bem avisado que ele foi.da função é claro nada sabemos mas é tão divertido poder a gente imaginar.

...e a perspectiva de ver o paulo portas de cabeleira loura ( seria ele ? ) a entrar numa casa de meninas , para fazer sabemos lá o quê ou a quem ( será dele que fala a ana gomes , não será .... ) é das cenas mais deliciosas que passaram neste fila das vidinhas videirinhas destas gentes da politica......

E daí? Maria Filomena Mónica, corroborada pelos rapazes do costume, não escreveu que Sócrates é delinquente?

Aviso 

Foi o que fiz, esta manhã, ao microfone da rubrica Conselho Superior da ANTENA UM. Por sentido de cidadania. Por entender que estão em causa a idoneidade e a credibilidade, pessoal e politicamente, do Dr. Paulo Portas para voltar a desempenhar cargos governamentais.

Ana Gomes responde a Ferreira Fernandes

 http://www.dn.pt por Ana Gomes, Eurodeputada

Portas é bêbado?(...) É gay?(...) Diz palavrões em privado? (...). É mulherengo?" Pergunta o senhor, na sua crónica "Ela tem um vício desviante: fala", no DN de ontem [quarta-feira]. Mas eu não perguntei, nem insinuei nada disso. Estou consigo: esses comportamentos pessoais que você hipoteticamente atribui a Paulo Portas "que lhe façam bom proveito".
Eu, de facto, falei em "comportamentos pessoais e políticos questionáveis" de Paulo Portas, explicitando actos e responsabilidades suas, enquanto ministro, no negócio corrupto dos submarinos e numa central de desinformação e calúnia para influenciar o tratamento na imprensa no caso Casa Pia.
Referi-me a "comportamentos desviantes" a propósito de DSK (que ninguém acusa por ser bêbado, gay, grosseiro ou mulherengo), para fazer o paralelismo entre os nossos políticos e jornalistas que sabem e calam, com os seus congéneres franceses, que sabiam de comportamentos de DSK com reflexos comprometedores na sua vida profissional e política (a pulsão para abusar de mulheres), mas preferiram calar, em pacto de silêncio a pretexto de respeitar a vida privada, deixando-o assim ir ocupar um cargo internacional, não obstante esse comportamento poder repetir-se e, sendo exposto, humilhar a França e a instituição que servia.
"Comportamentos desviantes", tal como "comportamentos pessoais e políticos questionáveis" não têm de ser apenas de natureza sexual ou alimentar: podem incluir a prática de ilícitos e até de crimes. E quem os esconde e por eles não prestou ainda contas criminal ou politicamente, pode ficar vulnerável a chantagens, sobretudo se estiver em posição de poder.
O senhor quis ver nas minhas palavras sobre Paulo Portas a alusão a comportamentos para alguns socialmente desviantes, mas certamente irrelevantes do ponto de vista criminal. Desviou assim as atenções das suspeições por crimes que eu explicitamente imputei a Paulo Portas: corrupção, facturas falsas, fraude fiscal, burla ao Estado, difamação e calúnia de inocentes. Serão suspeitas irrelevantes para determinar a idoneidade, a credibilidade e a vulnerabilidade de um governante?









e hoje como nos tempos desse fascismo não muito distante, os cavacos continuam a não perceber nada de poesia.

A invenção do amor


Em todas as esquinas da cidade
nas paredes dos bares à porta dos edifícios públicos nas janelas dos autocarros
mesmo naquele muro arruinado por entre anúncios de aparelhos de rádio e detergentes
na vitrine da pequena loja onde não entra ninguém
no átrio da estação de caminhos de ferro que foi o lar da nossa esperança de fuga
um cartaz denuncia o nosso amor

Em letras enormes do tamanho
do medo da solidão da angústia
um cartaz denuncia que um homem e uma mulher
se encontraram num bar de hotel
numa tarde de chuva
entre zunidos de conversa
e inventaram o amor com caracter de urgência
deixando cair dos ombros o fardo incómodo da monotonia quotidiana

Um homem e uma mulher que tinham olhos e coração e fome de ternura
e souberam entender-se sem palavras inúteis
Apenas o silêncio A descoberta A estranheza
de um sorriso natural e inesperado

Não saíram de mãos dadas para a humidade diurna
Despediram-se e cada um tomou um rumo diferente
embora subterraneamente unidos pela invenção conjunta
de um amor subitamente imperativo

Um homem e uma mulher um cartaz denuncia
colado em todas as esquinas da cidade
A rádio já falou A TV anuncia
iminente a captura A policia de costumes avisada
procura os dois amantes nos becos e nas avenidas
Onde houver uma flor rubra e essencial
é possível que se escondam tremendo a cada batida na porta fechada para o mundo
É preciso encontrá-los antes que seja tarde
Antes que o exemplo frutifique Antes
que a invenção do amor se processe em cadeia

Há pesadas sanções para os que auxiliarem os fugitivos
Chamem as tropas aquarteladas na província
Convoquem os reservistas os bombeiros os elementos da defesa passiva
Todos decrete-se a lei marcial com todas as consequências
O perigo justifica-o Um homem e uma mulher
conheceram-se amaram-se perderam-se no labirinto da cidade

É indispensável encontrá-los dominá-los convencê-los
antes que seja tarde
e a memória da infância nos jardins escondidos
acorde a tolerância no coração das pessoas

Fechem as escolas Sobretudo
protejam as crianças da contaminação
uma agência comunica que algures ao sul do rio
um menino pediu uma rosa vermelha
e chorou nervosamente porque lha recusaram
Segundo o director da sua escola é um pequeno triste inexplicavelmente dado aos longos silêncios e aos choros sem razão
Aplicado no entanto Respeitador da disciplina
Um caso típico de inadaptação congénita disseram os psicólogos
Ainda bem que se revelou a tempo Vai ser internado
e submetido a um tratamento especial de recuperação
Mas é possível que haja outros É absolutamente vital
que o diagnóstico se faça no período primário da doença
E também que se evite o contágio com o homem e a mulher
de que fala no cartaz colado em todas as esquinas da cidade

Está em jogo o destino da civilização que construímos
o destino das máquinas das bombas de hidrogénio das normas de discriminação racial
o futuro da estrutura industrial de que nos orgulhamos
a verdade incontroversa das declarações políticas

...

É possível que cantem
mas defendam-se de entender a sua voz Alguém que os escutou
deixou cair as armas e mergulhou nas mãos o rosto banhado de lágrimas
E quando foi interrogado em Tribunal de Guerra
respondeu que a voz e as palavras o faziam feliz
lhe lembravam a infância Campos verdes floridos
Água simples correndo A brisa das montanhas
Foi condenado à morte é evidente É preciso evitar um mal maior
Mas caminhou cantando para o muro da execução
foi necessário amordaçá-lo e mesmo desprendia-se dele
um misterioso halo de uma felicidade incorrupta

...

Procurem a mulher o homem que num bar
de hotel se encontraram numa tarde de chuva
Se tanto for preciso estabeleçam barricadas
senhas salvo-condutos horas de recolher
censura prévia à Imprensa tribunais de excepção
Para bem da cidade do país da cultura
é preciso encontrar o casal fugitivo
que inventou o amor com carácter de urgência

Os jornais da manhã publicam a notícia
de que os viram passar de mãos dadas sorrindo
numa rua serena debruada de acácias
Um velho sem família a testemunha diz
ter sentido de súbito uma estranha paz interior
uma voz desprendendo um cheiro a primavera
o doce bafo quente da adolescência longínqua






Poeta e jornalista, Daniel Damásio Ascensão Filipe nasceu em 1925, na ilha da Boavista, em Cabo Verde. Ainda criança, veio para Portugal, e aqui fez os estudos liceais. Combateu a ditadura salazarista, sendo perseguido e torturado pela PIDE.Co-director dos cadernos “Notícias do Bloqueio”, colaborou também assiduamente na revista “Távola Redonda” e realizou, na Emissora Nacional, o programa literário “Voz do Império”. Daniel Filipe iniciou a sua actividade literária em 1946 com Missiva, seguindo-se Marinheiro em Terra (1949), O Viageiro Solitário (1951), Recado para a Amiga Distante (1956), A Ilha e a Solidão (1957) – Prémio Camilo Pessanha; o romance O Manuscrito na Garrafa (1960), A Invenção do Amor (1961) e Pátria, Lugar de Exílio (1963).
Faleceu em 1964 em Cabo Verde.

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