Já não há paciência para esta histeria mais ou menos colectiva sobre a WikiLeaks e as informações que esta agência publica. Normalmente fazem muito mais mal que bem e aquilo que retiro de tudo o que aparece vindo dali é o seguinte: ou é a mais medíocre das más línguas ou então informação que tende a fazer perigar democracias e muitas vidas que ficam expostas ao público na sua pior vertente.
Na verdade não levo a sério o sr Assange que considero um tipo de inconfessáveis e obscuras intenções que a não mudar a sua atitude, ficarei para sempre a considerar como um mero oportunista que se valeu da patetice de muitos e da ignorância de outros para se guindar a uma posição imerecida que lhe trouxe fama e proveitos nem se percebendo muito bem porquê , a menos que se decida olhar o seu trabalho dos últimos anos de um determinado ponto de vista que serve apenas aqueles que não são própriamente fans nem da liberdade nem dos equilibrios democráticos.
Escrito isto vamos lá então ao que interessa que são as compras do tal material bélico que Portugal decidiu comprar no tempo do senhor Paulo portas que para além de pouco nos ter servido nem por isso nos correu muito bem do ponto de vista dos negócios, que se foram fonte de sucesso e de milhões, o foram para todos menos para nós, sem que tenhamos ainda percebido o que andou o Portas a fazer e porque carga de água desapareceram os documentos que ele ao que parece fotocopiou aos milhares mas sem nos dar explicações algumas passe embora o facto de andar por aia agora a pedir explicações a todos.
Não precisamos do Assange nem da sua agência de contra informação para compreender que em Portugal existe uma gentinha imensamente interessada em levar a cabo as piores e mais negras negociatas , portanto, para comentar os tais negócios dos tanques e dos submarinos e de toda a patética panóplia de incompetência e lesivas más vontades que certos governozinhos das direitas unidas por aí andaram a entregar de mão beijada a amigalhaços e demos compadres, estamos conversados; as negociatas só os enriqueceram a eles e aos compadres, mas isso já se sabia antes do Assange se ter metido neles. Entrar neste jogo de informações retiradas de agências como as de Assange e do seu bando é pois entrar em jogos que de tão obscuros, podem muito bem acabar em precipicios para aqueles que decidem dar crédito a quem apenas pretende lançar mais confusão no caldo já tão violentos destes nossos perigosos dias. Chamar liberdade de informação a determinado tipo de jogos é ir longe demais nas brincadeiras perigosas de gente que leva a vida a lucrar com a miséria e com a fragilidade de países e de pessoas.
Que Portugal deveria cuidar melhor dos seus interesses? Nem há dúvidas acerca disso.
Que existe muita gente mais interessada em vender Portugal se o negócio render o que desejam? Também não me parece que disso dúvidas possam existir.
Agora se querem fazer investigação a sério , deixem lá o Assange na sua vidinha medíocre e investiguem aqueles que são responsáveis pelos desastrosos negócios que agora tanto custam a pagar.E comecem por perguntar ao Portas paulo o que fez e com quem fez tudo o que andou a fazer.
O semanário Expresso publica hoje excertos de telegramas enviadas em 2009 pelo então embaixador norte-americano em Lisboa, Thomas Stephenson, nos quais este diz que a política de compras de armamento do Governo português «é guiada pelo desejo de ter brinquedos caros».SOL
«No que diz respeito a contratos de compras militares, as vontades e ações do Ministério da Defesa parecem ser guiadas pela pressão dos seus pares e pelo desejo de ter brinquedos caros. O Ministério compra armamento por questão de orgulho, não importa se é útil ou não. Os exemplos mais óbvios são os seus dois submarinos (actualmente atrasados) e 39 caças de combate (apenas 12 em condições de voar)», pode ler-se no telegrama/relatório citado pelo semanário.

















