quarta-feira, 28 de abril de 2010

bem , eu não sei se o papa tem ou não a obrigação de se demitir mas lá que tem a obrigação de repôr a verdade , lá isso tem.

-Estive a ler esta entrevista e fiquei a pensar se o Padre Mário oliveira não terá que começar a olhar por cima do ombro de cada vez que sair para ir ás compras ou assim.É que o conteúdo da entrevista é um caso sério e se bem conheço o estilo dos que interpretam a Igreja católica tipo senhor César das neves , o ranger de dentes deve ter ficado pela horinha da morte e as indignações ainda pior.


O Padre Mário oliveira pôe o dedo na ferida em vários tópicos que para além de serem muito inquietantes, trarão concerteza muita razão para que a Igreja lhe dirija duras críticas uma vez que o nosso Padre se decidiu a chamar à mesa e à atenção do público muitas coisas que ficaram um bocado perdidas no limbo dos significados mais ou menos ocultos de intenção mais ou menos inocentada pela fé de maiorias.

Associar o milagre dos Pastorinhos aos casos de pedofilia e dizer em tão alta voz que teólogo algum poderá reconhecer o Milagre de Fátima como Milagre vero é de facto ir muito longe na dureza e não sei se palavras como estas seram bem aceites dentro do seio daqueles que em tal milagre acreditam.

Que o papa teria na verdade a obrigação de se apresentar como culpado pelos crimes da sua Igreja parece-me muito evidente, desconhecendo porém se isto de papas é como na política, sendo possivel que se demitam ou se por força das circunstâncias em que chegam ao poder, se têm que suportar, cometam ou não os mesmos erros que muitos outros. Sendo o papa , papa de todos os fiéis e sendo papa de todos os bispos e cardeais a mim parece-me certa a opinião expressa, de que bentoXVI sendo o chefe da Igreja é co responsável e assim deve apresentar-se perante todos os Cristãos.

Afinal de contas isto dos altos cargos implicam, ou deveriam sempre implicar em grande responsabilidade e enorme risco. Mas depois do que tenho visto e ouvido neste últimos tão conturbados tempos, temo que mais uma vez as palavras dos que pensam

como eu acabem o mesmo modo de sempre. Dentro de um saco muito negro e muito bem escondido num recanto escuro.

Ao Padre resta-me felicitar-lhe a coragem. Dizer as coisas que ele disse de dentro do seio da Igreja não deve ser nada fácil e pode muito bem ter custos muito altos e difíceis de suportar.




Entrevista a Mário Oliveira

"Papa tem obrigação moral de ser o primeiro a demitir-se"

por FRANCISCO MANGAS

Ontem

"Papa tem obrigação moral de ser o primeiro a demitir-se"

Críticos do Papa. O polémico Bento XVI divide opiniões na Igreja. Há quem o ache excepcional, há quem lhe faça duras críticas. Mário Oliveira, padre sem paróquia, que dirige o jornal 'Fraternizar', é um deles. Diz que Ratzinger é o grande desastre da Igreja dos séc. XX e XXI e que ele devia assumir responsabilidade pelos casos de pedofilia

nesta coisa da cultura e das culturazinhas que fazem muito boa gente dizer mesmo muita asneirada, o que é bom é não misturar muito .



Aqui há uns tempos encontrei por puro acaso um site ( acho que da Igreja católica ) que trazia uma entrevista com um senhor que se apresentava como tendo muitos livros o que me chamou a atenção , que nisto de livros é sempre bom parar para ler, mas em que afinal não encontrei livro algum tendo pelo contrário encontrado um chorrilho de imprecisões e asneiras que me deixaram a pensar se o site seria a sério ou a brincar. Pelo meio daquilo tudo havia é claro algumas banalidades mais ou menos simpáticas sobre alguns dos que embora tendo já partido foram em vida alguns dos meus melhores amigos e sobre outros que felizmente ainda por cá andam e que também fazem parte da mesma lista.


Falava o tal senhor dos livros sobre o Café Monte Carlo.
Ora eu sei tudo do Café Monte Carlo. Durante anos a fio , mais anos do que gostaria de lembrar-me, por lá almocei e jantei; por lá tomei o pequeno almoço e a bica, por lá cavaqueei e por lá ouvi e anotei e partilhei do melhor que alguém pode alguma vez ter partilhado e vivido.
Mas não me vou deter agora nessas memórias que essas contas são contas para outro rosário .
Vou escrever sobre as tais asneiras e demais penosas incorreções do tal senhor que se deu ares de muitos saberes sobre vidas sobre as quais afinla nada conhece.

Quando eu conheci o Saramago , estávamos nos anos 70.
Conhecera-o através de amigas comuns a mim e a Isabel da Nóbrega , afável e delicadíssima pessoa que para além de ser escritora era também a mulher que partilhava a vida de Saramago havia anos. Saramago e Isabel frequentavam pois como eu o Monte Carlo e era por ali que muitas vezes por semana nos encontrávamos tanto a almoços como a jantares em grupos de amigos comuns de que faziam parte o querido Marcelino vespeira, o João césar monteiro o Manuel paes de sousa a minha querida Ana macedo a Júlia babo e outros. O nosso grupo era enorme e desdobrava-se em vários outros grupos que por sua vez se encontravam entre si tanto no café como nas casas comuns.

De entre todas essas ligações e amizades umas haviam mais fortes do que outras , mas o respeito entre todos nós era imenso e mútuo.

Daí que 2 das frases do tal senhor me tivessem irritado ainda mais, por não só demonstrar o maior desconhecimento das regras internas pelas quais regíamos a nossa relação , como pela arrogância com que falava de relações das nunca havia feito parte, porque para mim o seu nome é sinónimo de total ausência.
Esse senhor dos livros que falou com tanto despudor sobre Natália Correia e Sofia de Mello breyner , de Herberto helder e de Saramago nunca fez parte do nosso grupo, até porque se tivesse feito parte, nunca teria dito as asneiradas que disse sobre pessoas que nunca conheceu ou que sobre as quais conheceria possivelmente de ouvido ou de passagem e mesmo assim muito pouco.


Ora a minha amiga Natália correia , casada com o meu querido Alfredo Machado, homem que começara por ser abastado e que depois haveria de ficar na miséria por acontecimentos que aqui não importa revelar não só era conhecida por Sofia de mello breyner, como era também por ela respeitada como a grande poeta que era foi e será , sendo essa amizade e esse reconhecimento inteiramente partilhado.Aliás foram inúmeros os encontros havidos entre as duas em reuniões no Hotel de que Alfredo Machado era Gerente em que muitas noites noites as dias jantaram alegremente na companhia de seus maridos e amizades.Portanto, a frase em que o tal senhor insinua que Sofia terá dito não conhecer Natália é uma torpe e ignorante insinuação, tanto para a memória de Natália como para a memória de Sofia tanto a nível pessoal como artístico , uma vez que entre as duas poetisas desde sempre existira admiração e respeito.

Quanto a Herberto Helder e Saramago e se almocavam ou jantavam ou não e se falavam ou não se falavam , não seria concerteza este estranhíssimo e cinzentíssimo senhor de sabedorias tão improváveis, aquele a quem informariam das suas decisões ou escolhas em refeições ou palavras.

De facto em tudo o que disse, o tal senhor apenas se limitou a especular e especular sobre factos sobre os quais pouco sabia e aqui para nós; especular sobre aquilo que se desconhece quando tudo se ignora, é ignaro gesto que traz pouca recompensa.
A memória do Monte Carlo e de quem por lá passou, pertence apenas aos que por ali conviveram durante décadas.

Quanto aos que por lá se passearam para bicas e olhares difusos sobre uns e outros, não reza a história que por sinal é uma história bem bonita.Um dia pode ser que conte mais um capítulo.


""O Herberto ia para o Monte Carlo, onde neste momento está a Zara, ao lado do cinema Monumental. Era um café muito comprido. Encontravam-se aí o Herberto, a Luíza Neto Jorge, o Nuno Júdice, o Batarda. O Herberto é um homem muito afável. Depois havia uma parte que servia jantares onde jantava, por exemplo, o José Saramago. O Herberto nunca jantaria com o Saramago, e se lhe perguntassem por ele, especulo que diria o mesmo que a Sophia de Mello Breyner disse quando uma jornalista a interpelou aquando da morte da Natália Correia: «Não a conheço.» Hoje esse espírito perdeu-se porque não há tertúlias, há bares.""

o porto e a marcha, quando a crise aperta mais vale marchar pá erva, pá.


28 Abril 2010 - 12h09


Porto adere a Marcha Global da Marijuana.

"E aqui está como depois do discurso de cavaco , o porto decidiu ficar ganzado."
#apombalivre

misseis protegem o papa? mas protegem o papa de quê? das gaivotas?comprem guarda chuvas.







Está bem pronto, esta coisa da visita do papa é mesmo assim , é para se dar nas vistas , para alentar os fiéis, para dar nome á igreja e de caminho para levantar o mercado que sempre se vendem umas cruzes, uma vélinhas, umas águinha bentas e assim.
Com esta cena da crise , o que a gente precisa é de vender umas coisinhas, quanto mais não seja uns aos outros e até se pode dar o acaso que apareçam uma data de espanhóis cheios de grana na mão e uma data de notas no bolso e a coisa pode até resultar bem para os que tentam ganhar mais uns cobres por conta do nome de deus.


Tudo bem, a vidinha está difícil , os templos não foram feitos para outra coisa e as imagens também não.
Mas será que alguém me explica que raio de coisa é esta dos mísseis para proteger o papa?? Mísseis para proteger o papa de quê?

Dos vendedores?? Mas os comerciantes não atacam nos céus , atacam em terra e mesmo se atacassem a papal figura , naquele de lhe pedir que comprasse uma imagenzita da virgem, ele poderia sempre negar-se, argumentando que não está ali para isso e que ele virgens, só mesmo das negras. Ora menos que o papa esteja com medo de algo sobrenatural que o ataque quando ele menos esperar , esta coisa dos mísseis é no mínimo curiosa. Já por cá passaram uma data de papas e nenhum deles que eu saiba causou tanta excitação e tanto apelo ao belicismo. E a menos que a consciência ande pesadota ali pelo vaticano, não se percebe de que vem agora este medo de ataques por ar sendo que em portugal os ares por esta altura do ano são límpidos e apenas trazem consigo os perfumes dos jasmins e a menos que este papa não goste de jasmins, não percebo de que raio se trata isto.

Seja como fôr está decidido que os mísseis lá estarão presentes para defender então a vida do papa de possíveis ataques demoníacos,
( sim porque não se pode sequer imaginar que o divino se lembre de enviar raios e coriscos em pessoa tão sagrada ) e que certamente não vão ajudar em nada á diminuição da dívida pública porque devem sair caros para cacete, lá vamos nós ter que aguentar aquilo e olha , que deus nos valha.Mas a verdade é que postas assim as cousas, obrigam as mesmas a duas perguntas.

Primeira:-Mas quem é que vai pagar aquilo?
Segunda: Se Fátima é um caminho para a Fé e se o papa vai a caminho de Fátima , porque raio demonstra então tanta faltinha de fé numa protecção divina muito mais em conta e abençoada, substituindo-a por mísseis que de bençãos sempre tiveram muito pouco?


Quanto ás razões para tanto receio de ataques pelo ar , só mesmo se fôr medo das gaivotas. Eu compreendo que ser agora um papa todo vestido de branco , coberto dos mais requintados perfumes e ficar súbitamente na mira de gaivotas porcalhonas e dos seus bombardeamentos mal cheirosos é risco que não se deva correr.

Mas senhores, daí ao uso de mísseis vai uma grande distância para além de que sempre pensei que as gaivotas em terras de Fátima, só mesmo em dias de tempestade.

E em caso de tempestade teria sido mais barato encher aquilo de guarda chuvas.É que com tanto dinheiro empatado nos mísseis para defender o papa , os lucros das vendazitas nem vão dar para pagar o gasóleo ao povo que vai á venda.


As câmaras vão ajudar as forças de segurança na visita do Papa

As câmaras vão ajudar as forças de segurança na visita do Papa
28 Abril 2010 - 00h30


Segurança: Resposta para eventuais ataques por ar durante a visita papal

Mísseis protegem Papa em Fátima

O Exército Português tem a missão de defender o espaço aéreo durante a vista de Bento XVI a Portugal. Um eventual ataque lançado dos céus em Fátima contra o Santo Padre terá a resposta dos mísseis MIM-72.



O sistema ‘Chaparral’ será instalado em zonas estratégicas em redor do Santuário. Já o espaço aéreo próximo do Terreiro do Paço, em Lisboa, será protegido pelos sistemas mar-ar das fragatas da Marinha. O CM sabe que, no âmbito do plano de segurança, estão a ser preparados todos os meios de defesa para eventuais situações de alto risco, como atentados terroristas e ameaças aéreas. O Regimento de Artilharia Anti-Aérea nº 1 foi esta semana chamado à missão de protecção do Papa e defendeu a instalação de baterias de mísseis em áreas mais vulneráveis. Está ainda a estudar os locais onde poderá montar todo o sistema norte-americano ‘Chaparral’: criado nos anos 60 e ao serviço do exército português desde 1990, década em que deixou de ser usado nos EUA.

terça-feira, 27 de abril de 2010

contos infantis:-a dona manuela tem muita razão -a comissão de inquérito dever servir para contar outras estórias.





--Ainda bem que ela admitiu
finalmente que aquela comissão é apenas uma
forma de se contarem outras estórias sem ser a da carochinha á pequenada, em horário nobre e com muita audiência, porque já todos nós percebemos que a pequenada estava fartinha de a ouvir lá em casa a contar a mesma estória naquela voz em tom muito insonso e monocórdico.

Se fosse possível pôr a senhora e os amigos a contar estórias mais para encantar que para nos chatear , acrescentando ao que contam; ou teatro de marionetas,
( que alguns já o são e não são nada maus ) ou algo mais físico como a dança do ventre se porventura decidirem passar ás mil e uma noites , tenho a certeza de que aquilo por ali ficará muito mais interessante .
Assim as crianças adormecerão muito melhor e nem têm desculpa para não comer a sopa e sempre vão ouvindo coisas diferentes que talvez acabem até por lhes trazer muito mais encanto à vida.

De qualquer modo , gratos estamos á senhora por ter finalmente revelado o tipo de espectáculo a que temos vindo a assistir.Uf que alívio. Afinal as comissões de inquérito sempre servem para alguma coisa.



Sócrates sabia? "Não estamos aqui a contar história da carochinha"

por Adriano Nobre, Publicado em 26 de Abril de 2010 | Actualizado há 22 horas

comissão de inquérito: "a sua mãe é a madalena?não pá não é isso; é que eu estava aqui a olhar e..."-isto é muito bom, não é?


--E já para aí quem diga que aquilo não teve importância e que os que criticam cricam porque gostam muito de dizer mal . Pois , está bem; pois claro , que importância tem agora que se façam uns intervalozitos para se brincar , meter umas cunhas , ou mesmo saber se sicrano é filho desta ou daquela?

Afinal o tempo é pago pelos do costume as comissões de inquérito também , a pressa sempre foi inimiga da perfeição e nisto da caça ao homem sempre precisou de muito alento, muita pergunta e sobretudo muita pressão para não se correr o risco de falhar o tiro ;)


--Do que terá pensado o deputado Carlos encarnação sobre a pergunta dirigida ao filho e sobre o que pensou Nuno encarnação do que estaria envolvido na pergunta que lhe foi dirigida sobre a senhora sua mãe, quando lhe foi perguntado em plena comissão de inquérito se a sua mãe se chamava Filomena , isso nunca saberemos.

Agora que a reação dele é muito significativa , lá isso é.
Isto de um senhor qualquer nos perguntar se a nossa mãe é quem é atirando o seu nome para cima da mesa , sempre trouxe muitas inquietações quanto a curiosidades e destinos.

Mais um momento de realce sobre uma comissão de inquérito já outrora abrilhantada pelas prestações do crespo e da cabrita, agora ainda mais deprimente mas sempre com a acentuada esperança de que piore um pouco mais.












de cravo vermelho ao peito , boina marujo ao lado-o discurso do aguiar branco um dia destes vai acabar no cofre dos tesourinhos deprimentes .




-Que o PSD e a direita andam numa de uniões , não sei se de facto se não ou em promessas de casório também não sei, mas compreeendo se sim.



Que percebo perfeitamente que nisto da vidinha política, tudo depende muito dos negócios e alianças, também percebo.O que já não percebo tão bem é onde entram as esquerdas e quais as esperanças que poderão ter em certo tipo de entendendimentos.


Vem este meu desabafo a prósito de certos comentários ao discurso em que muitos aplaudem a intervenção tipo salada russa com demasiado tempero que o dirigente laranja apresentou nas comemorações do 25 de Abril.

Não deixa de ser muito curioso e também algo divertido compreender como com um discursozinho demagógico e de encher o olho , todos cá no burgo

se sentiram aliviados. Porque a verdade é que depois de vermos as oposições unidas, de braço dado e troca de ósculos, por conta do assalto conjunto contra o Primeiro ministro, era muito necessário que alguém se lembrasse de apresentar ao povo algo que justificasse as uniões e os negócios havidos e esta do Aguiar branco vir agora dizer em voz alta que não devem haver diferenças entre partidos políticos chamando ás diferenças ideológicas preconceitos gerados quiçá pela democracia
(??) -- deu um jeitão a todos os que andaram á esquerda e á direita em ataques de carácter e insinuações do piorio, para mascararem a vergonha de uma tal união que para além de tudo o mais nem sequer teve nexo e que futuramente temem vir a pagar muito caro se o Povo se decidir a julgar com conta peso e medida dando uma valente lição a quem a merece , sendo que à esquerda tal lição só lhe faria bem e que á direita quantos mais lições e menos votos melhor.

Portanto das duas uma , ou eu estou a ver mal a coisa e então volto ao principio, repetindo que não percebo a excitação das esquerdas , nem o aplauso de reputados comentadores ligados ideológicamente , ou então tenho razão e acertando na mouche aqui lhes deixo um recadinho uma canção e um poema.

Tomai cuidado com as misturas não vão ainda um dia destes arranjar uma intoxicação alimentar e ficar com o sangue ás riscas e as ideologias trocadas. Quanto ao resto tenham cuidado e não se percam que eu, enquanto ouvia o palavriado do Aguiar branco de cravo ao peito e discurso arranjadinho, lembrei-me desta:-Só lhe faltava a boina de marujo e a encenação teria ficado mais perfeita.

É que nisto de se navegar nas ondas, quando o mar está poluído, fica muito melhor se navegarmos ao lado de um marinheiro e que eu saiba, o Aguiar branco não sabe baixar a bolina e ainda menos
saberá da arte de bolinar .

Por ali tanto quanto eu possa ver , só palavras e muito pouco convincentes. Ora com palavriado, nunca ninguém foi capaz de navegar, mas como vimos uma série de tesourinhos deprimentes muito semelhantes com o video daquele discurso pode ser que um dia este se junte aos outros e assim a série ficará mais completa.

Cravo vermelho ao peito



De mãos nos bolso e de olhar distante,
Jeito de marinheiro ou de soldado,
Era um rapaz de camisola verde,
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.

Perguntei-lhe quem era e ele me disse
“Sou do monte, Senhor, e um seu criado”.
Pobre rapaz de camisola verde,
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.

Porque me assaltam turvos pensamentos?
Na minha frente estava um condenado.
Vai-te, rapaz da camisola verde,
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.

Ouvindo-me, quedou-se o bravo moço,
Indiferente à raiva do meu brado,
E ali ficou de camisola verde,
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.

Soube depois ali que se perdera
Esse que só eu pudera ter salvado.
Ai do rapaz da camisola verde,
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.
Ai do rapaz da camisola verde,
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.

mas que bom que é saber que afinal a missa papal nos vai sair baratinha;lovádeus.

ora aí está; é por essa razão que é muito perigoso pactuar com certa direita, pois quanto mais se pactua, mais eles avançam no terreno.


>Quando o mundo roda , roda sempre muito velozmente para o futuro,acabando sempre por fazer esquecer muito do passado que poderia servir de preciosa lição ao presente.Sempre foi assim e talvez por isso os erros que se cometem acabem sempre por ser repetidos mais cedo ou mais tarde , rode o mundo á velocidade que entender.

Para não ignorar, não esquecer e não repetir os erros que nos trouxeram derrotas , perdas , dores, guerra , martírios e toda a espécie de totalitarismos violentos , seria necessário fazer um exercício de memória tal, que nunca mais quiséssemos esquecer toda a crueldade em que nos afundaram o egoísmo, a discórdia e o facto muito simples dos nossos desejos nos levarem sistemáticamente ao erro de olharmos o outro como alguém a abater, a julgar, a manipular, a torturar ou a ofender retirando-lhe a liberdade e a dignidade.

Seria necessário, em suma olhar o outro com a mesma consideração e respeito que desejamos para nós. Seria necessário que a linguagem da violência de manipulação e do despotismo , fosse substituída pela lingagem da paz e do respeito pela diferença.

Porque todos aqueles que falam uma linguagem na qual procuram introduzir a tentativa de fazer crer que a diferença entre seres humanos, seja na diferença do pensamento religioso , ou político ou partidário ou mesmo de orientação sexual deve ser abolida, para assim criar uma sociedade mais igualitária, são os mesmos que quando no poder , cometem os horrores dos erros da tortura, da manipulação , do assassínio, da censura e das asfixias das democracias a que conseguem chegar e que destroem para as substituir pelos reinos de horror e sombra como os de hitler, de stalin de pinochet, de salazar, de franco ou de mussolini e de todos os loucos desenfreados que usaram as suas vidas para o extermínio de todos os que
odiaram por ser diferentes , negando-lhes não só o direito á diferença
como o próprio direito á vida.

Assim , para não ignorar, não esquecer e não repetir , deveriamos começar por ser capazes de nos unir contra a malícia e contra os planos com que essas sombras sempre procuram tentar-nos. E não alinhando , não pactuando , nunca negociando e nunca dando espaço á insídia com que atacam , não permitindo a mentira
com que alimentam o ódio ficando sempre livres e de consciência bem alerta para todo o tipo de avanços, já que essas sombras rodam como o mundoe do mundo se vão alimentando.

Alerta pois.Porque quanto mais com eles se pactua, mais eles avançam no terreno e sempre que deixamos que avancem mais um pouco, ficamos sempre um pouco mais em perigo e um pouco mais longe da liberdade.


Não ignorar, não esquecer, não repetir

segunda-feira, 26 de abril de 2010

estória de um discurso sem espírito:o discurso do aguiar branco se fosse para ser levado a sério até podia ser um caso sério, mas para o psd.




Ôba ôba o que para aí foi de blogues , de comentários fora e dentro de blogues ,
de comentários fora e dentro de televisões e de rádios e nem os emails escaparam que os meus andaram numa fona com uma data de grupos , quase todos muito cheios de gente contra Sócrates que até ao dia de ontem estavam escondinhos mas que agora reluzem de contentamento.Todos a apoiar, todos a aplaudir todos a esperar por mais cheios daquela esperança que desde o 25 de abril se lhes alojou no coraçanito de que o tal D.Sebastião, a sombra salvadora da pátria volta,para repôr o regime com que sonham e que decertez nem é este , nem é democrático, esquecendo que as sombras tomam as formas que nós lhes queiramos dar e que em aparecendo esse tão esperado salvador pode muito bem não ser aquele por quem tanto esperam.


Ora o discurso do Aguiar branco não foi assim nada de tão espectacular e ainda menos foi inesperado. Há que tempos que ali pelo PSD se adivinham vontades de meter todos os partidos políticos suas referências e filosofias numa misturadora daquelas á maneira que misture tudo muito bem, para dar ao povo a tal mistela com que ambicionam envenená-lo de modo a que sem muito esforço, lá consigam subir a escadaria do poder.

Quanto á estratégia do discurso pois percebeu-se.
O Governo incita o PSD a que apresente ideias para demonstrar que pode bem governar e o PSD apresenta o resultado obtido com o cozinhado feito. Pena é que o resultado seja tão mau e de tão mau aspecto , podiam pelo menos ter decorado aquilo com umas rodelas de laranja que sempre ficava melhor.

Aguiar branco apresentou pois um pacote de ideias dentro do qual colocou tudo o que lhe pareceu que resultaria na confusão pretendida.
E conseguiu.Pelo menos conseguiu empatar a meia dúzia de burguesotes mais ou menos literatos que para aí andam, apresentando-lhes a lista de uns livritos que eles tanto á esquerda como á direita leram nos tempos da sua juventude e nós sabemos que não há nada que faça mais vistaço do que apresentar a gente em público e de preferência com muita audiência, uma quantidade de saberes mais ou menos úteis ou inúteis que mesmo que eles não façam o menor sentido para a maioria , causam sempre muito boa impressão.E para provar isso mesmo apareceram logos os defensores do costume citando grande mentes gregas desde platão até ao antigo sócrates , passando por plínio e anaximandro de mileto, tudo para justificar o brilhantismo daquela inutilidade discursiva.


Ora inutilidade discursiva porquê? Porque para começar, nem sequer uma das ideias expostas no discurso de Aguiar branco lhe pertence. Esta coisa da misturadora filosófica já foi tentada no passado e não foram poucas as vezes em que políticos de direita procuraram convencer o povo de que não existem diferenças entre partidos políticos e entre povo.Existem sim senhor e graças por isso que é das diferenças que nasce a luz com que é possivel evoluir.

Aguiar branco apenas se limitou a repetir uma fórmula já usada em que nem sequer é necessário muito esforço, uma vez que tendo sido já usada e experimentada por outros basta apenas adaptá-la ao país a que destina , mais ou menos como naquela dos cozinhados rápidos que mudam os ingredientes na medida em que mudam de culturas, fazem um mal dos diabos, mas ás vezes até sabendo bem e tudo e lá seguindo empatando o estômago, sendo que dos obesos e doentes que faz pelo caminho não quer saber é claro, porque o que conta são os lucros.

Aguiar branco adaptou pois o discurso e meteu dentro dele algunas palavras que cá no burgo andam a tomar muito peso.Tudo isto tendo por detrás a sustentar-lhe as palavras uma fina cortina que o mais incauto poderia confundir com ironia, mas que é apenas malícia.Bom seria nunca esquecer que a ironia é uma superior manifestação do espírito e que conduz sempre á introdução de algo novo e original, enquanto que a malícia é mera operação aritmética simples que procura abrir espaço para a soma, mas apenas pela adição de algo já conhecido e copiado.

Povo.Operários.Lenine.Rosa luxemburgo.Povo outravez.
E depois Zeca afonso, Sérgio godinho e toda a panóplia da tal cultura a martelo ali foi exposta de modo a atingir a mais vasta audiência e a maior parte do tal povo.
Nada demais.É assim que faz qualquer populista que se preze.


E deve ser sempre bom para o negócio da advocacia mostrar um advogado de direita que sabe o seu bocadinho de música de intervenção e que leu o seu livrito ou outro, seja ele sobre política á esquerda, de mistura já agora com umas sonatas do Beethoven e uns concertos do Mozart de preferência dirigidos pelo Karajan.
Para os políticos que ambicionam agarrar o poder de uma determinada maneira
e com uma determinada orientação, é bom concerteza e eu não sei o que pensará ou dirá o Sérgio godinho das palavras ditas pelo Aguiar branco, mas sei muito bem do que diria o Zeca se por desventura se tivesse ouvido a ser metido naquela mixórdia mais ou menos cultural.


E sei o que penso sobre este tipo de discursos que de vez em quando lá aparecem a tentar o povo virando-o contra si próprio. E lembro-me de discursos semelhantes , com a mesmíssima receita e usados para os mesmo fins. Por exempo o de Mussolini em Roma, a 23 de fevereiro de 1941 onde apelava mais ou menos ao mesmo a que apelou aguiar branco com duas diferenças .Mussolini teve nesse discurso uma muito maior audiência e sempre era menos bem apessoado que o Aguiar branco o que representa um ponto a mais para ele mas que não se chega para chegar onde ele quer. .

Quanto ao resto isto no fundo é tudo muito simples.
Que somos todos Povo é uma evidência pois estamos todos; ricos e pobres, operários e empresários gestores e malfeitores, policias e ladrões , politicos á direita e á esquerda , mulheres e homens , crianças e adultos , novos e velhos , unidos sob a mesma Bandeira , cidadãos da mesma Pátria.

Agora ó sr aguiar branco, não nos empate mais com as suas confusões.
1-O operário que tem emprego, não é o mesmo operário que o egoísmo de alguns atiraram para o desemprego.

2-O empresário que protege os seus empregados e lhes paga com justeza, não é o mesmo empresário que rouba descaradamente e que despede para poder roubar ainda mais.

3-O gestor que se faz pagar bem e caro mas que protege as empresas onde trabalha, as faz crescer e que depois paga os seus impostos , não é o mesmo gestor que delapida os locais por onde passa, fazendo os favores mais imorais áqueles que lhe convêem e que depois se vai embora metendo ao bolso milhões injustos como prémio para os seus roubos.

E em relação ao tal Povo de que falou fique então o sr sabendo que o Povo que passa fome , não é o mesmo Povo que enriquece com o sofrimento dos outros.

Que o Povo que não tem mais nada senão os apoios sociais que o estado lhe presta , ou porque no seu tempo os patrões nada lhe deram que o protegesse, ou porque teve um acidente de trabalho sem ter qualquer protecção, ou simplesmente porque está doente ou velho ou pura e simplesmente cansado de uma vida de miséria,não é o mesmo Povo que está protegido por belas contas bancárias e seguros de todo o tipo.

O Povo que vive nas barracas não é o mesmo Povo que vive
nas casas abastadas.


E um menino pobre não é igual a um menino rico, é muito mais infeliz.

E uma mãe que todos os dias acorda feliz por ter de comer para dar aos seus filhos, não é a mesma mãe que todos os dias chora vendo os seus filhos chorar com fome.

Portanto sr Aguiar branco; agarre lá nas palavras e na misturadora e no seu absurdo conceito de povo e não se preocupe connosco, Povo de Portugal. Que nós sempre lutámos pelos nossos direitos e pelos direitos daqueles a quem amamos. E sofremos e chorámos e suámos e trabalhámos e fomos explorados e usados e destratados por gente que durante tempo demais tão mal governou este País.


Não precisamos que pessoas como o sr e os seus seguidores nos ofereçam a Liberdade de escolhar o nosso destino e os nossos ideias. Essa foi a nossa Conquista de Abril e conquista por merecimento. E a Democracia que hoje temos é conquista nossa, colectiva de que devemos orgulhar-nos todos os dias.
Agora quanto a preconceitos , o seu discurso é objectivamente um preconceito na sua totalidade. Porque exibe e de uma ponta á outra o preconceito contra o Povo e a sua maturidade.Contra a Liberdade desse Povo e o seu direito á escolhas diferentes das suas.
Porque exibe o preconceito contra a Constituição, usando a mesma Constituição como arma de arremesso político.E porque do princípio até ao fim se apresenta com o preconceito de que os Portugueses não seriam capazes de escolhar sem que viesse agora o sr e os seus explicar ao Povo como se escolhe e o quê , dando a sua de proteccionista como se precisássemos agora das suas lições.

Para mim o discurso foi um pois, exerciozito mais ou menos medíocre e sem grandeza e sem respeito pelo País onde vive e onde trabalha.Foi apenas mais uma mera tentativa para esconder mais uma vez este PSD continua as passadas do anterior tudo fazendo para mistificar o povo , tudo continuando a fazer para rasgar todas as conquistas de Abril e para tentar suspender a Democracia,mostrando claramente que não respeita Portugal nem o Povo Português.

Mas nesse aspecto devo agradecer o tempo que Aguiar branco me tomou.
Ficou para mim muito claro que não passa de mais um populista encartado a tentar a sua sorte num partido sem ideias, sem caminho e sem respeito pelos que passa a vida a tentar usar a tempo inteiro.Se eu alguma vez tivesse tido dúvidas certamente que deixei de as ter.Se este discurso tão cultivado por um certo tipo de confusão entre cultura e culturismo mental era para impressionar , talvez o tenha conseguido.a mim impressionou-me pela pior.agora se era para trazer algum incómodoa a alguém , tirando cavaco silva , é capaz de ter sido um caso sério sim, mas apenas para o PSD.

Agora , de cada vez que algum por ali botar o canto, vai toda a gente ficar á espera de o ouvir a cantar ou a Internacional, ou então o "
Saudações, povo de heróis" .


Nota:-É preciso não esquecer ou aprender que a palavra "fascismo" deriva de fascio, nome de grupos políticos ou de militância, mas não só.Deriva também de fasces, que nos tempos do Império romano era um símbolo dos magistrados: um machado cujo cabo era rodeado de varas, simbolizando o poder do Estado e a unidade do povo.

e quando supunhamos poder ficar , enfim, descansados lá temos então que voltar á moura guedes.




Uma das coisas a que manuela moura guedes nos habituou foi ás tricas de um jogo que ela inventou parecido com o da verdade e consequência que no caso dela e por desejo dela, só trazia nele aquilo que ela considera ser a sua "verdade" mas sem consequência alguma ou pelo menos com muito pouca vontade de que consequências fossem tiradas para o seu lado.

Falou ,disse, entrevistou , insinuou, acusou, provocou,
usou um meio de comunicação para publicitar ideias que de político só teve o que em politiquice existe de mais baixo, reduziu a ideia de jornalismo e jornalistas até ao nível do buraco mais fundo e o que disso ficou como consequência foi um tempo deprimente,de faca e alguidar e comadre de mão na anca, muito trejeito de boca a parecer o que não digo e não desejo descrever e nada mais.


Não que ela tivesse sido sempre assim.
Certo tipo de pessoas , começam por ter em si um determinado tipo de luz que por razões que só a vida poderá entender começa a certa altura por se apagar, dando lugar a um outro tipo de acção onde as sombras, a pouco e pouco vão invadindo tudo. Talvez seja o poder; talvez seja o interesse, talvez seja a manipulação de outros, talvez seja apenas o mundo de ilusões que ás vezes substituem a divina realidade.

Mas fosse o que fosse que lhe aconteceu o resultado para ela e para outros foi de facto devastador. Para os que foram insultados pelo tipo de "jornalismo " que fez, obrigados que foram a ter que conviver com todo o tipo de montagens de uma sordidez intolerável, estudadas passo a passo jurídicamente , de modo a fazer o maior estrago possível na honra dos que atacava, sem que a esses fossem deixados recursos para se defender. E para ela, porque mostrou públicamente e com muita audição e alto share, o tipo de pessoa em que se estava a transformar, deixando a cada passo mais razões para que uma cada vez maior número de pessoas a olhassem com desprezo afastando-se dela e da estação que servia.

Eu fui uma dessas pessoas.
Uma dessas pessoas que começou por gostar dela e do jornal de sexta.Uma dessas pessoas que começou por pensar que talvez estivesse ali alguém capaz , pela sua capacidade de provocar e pelo tipo de notícias que buscava , muitas vezes viradas para uma acção social de intervenção directa na vida de pessoas a necessitar de ajuda,  na transformação pela crítica positiva embora um pouco mordaz, de uma sociedade onde os mais pobres continuam cada vez mais sós e não exactamente por culpa do Governo socialista.

Talvez o poder dado pelas posições a que chegamos acabe por nos cegar.Os antigos filósofos sempre concordaram em que o poder corrompe porque tem o poder de nos iludir sobre o que nos cerca e sobre nós próprios.
Tenta-nos com a ilusão de que entramos numa dimensão em que podemos tudo e de qualquer maneira. Não sei se foi isso que aconteceu a manuela moura guedes, mas vi muitas vezes muita gente cair nesse buraco negro e para não mais se levantar.

Agora que pensava não ter muito mais a ler nem a escrever sobre este tipo de assunto, lá vem mais um episódio chegando ao público , para recordar o passado recente, repleto de acusações e provocações quase inexplicáveis, de verdades anunciadas e ataques ao carácter de pessoas , de notícias reveladas mas sem qualquer tipo de fundamento, de provocações inúteis feitas com intenções ocultas, sem ética , sem consciência e sem prova estabelecida por investigação concreta séria e determinada na busca da verdade que podem muito bem ser apresentadas sem hipótese de defesa por estarem bem defendidas, mas que são na verdade um grande mal pelas práticas que apresentam.

Manuela moura guedes foi chamada a prestar depoimento para ajudar ao esclarecimento das verdades que afirmou conhecer sobre os alegados planos do Primeiro ministro, mas manuela moura guedes parece não estar interessada em esclarecer o que quer que seja.Diz que está surpreendida.Que se sente surpreendida e incomodada por entender que é o Ministério público quem tem o dever de invsetigar e não um cidadão queixoso a ter que prestar declarações que ajudem á investigação.

Manuela moura guedes deve pois ter esquecido qual o seu papel nesta estória e qual a posição que ocupava quando desencadeou o processo em que Sócrates foi literalmente triturado na praça pública, por suspeições e difamações cuidadosamente preparadas visando o seu descrédito na opinião dos Portugueses. Esqueceu que era pivot de uma estação de televisão.Esqueceu que por diversas vezes e até bem recentemente, afirmou ter na sua mão provas contra o Primeiro ministro.Esqueceu as afirmações que fez de que a estação que serviu teria em seu poder documentos incriminatória contra Sócrates, mesmo depois de se tornar conhecido o fecho do processo Inglês que ilibava totalmente o mesmo, enquanto que em Portugal as investigações apontavam para o mesmo desfecho.Mesmo nessa altura , continuou teimosamente a instigar, a provocar e a acusar sem provas. Agora que lhe pedem as provas que ela disse ter, diz que está surpreendida e que se sente incomodada e virando esse seu incómodo contra o Ministério público acusando-o de não estar a investigar.

Em resumo , manuela moura guedes está a tentar escapar à obrigação de prestar informações sobre os conteúdos que afirmou ter em seu poder e sobre os quais assentou os seus ataques e insinuações. Ora para quem tanto sorriu,para quem tanto ergueu a sua voz,para quem chamou a si tanto protagonisto na tal " defesa do direito á verdade" moura guedes está a ter um estranho e errático comportamento.

Se o que pretende com esse comportamento é continuar com as luzes da ribalta apontadas para si, alguém devia dizer-lhe que existem certas luzes das quais mais vale ficar afastado.São luzes cruéis, demasiado potentes que acabam por revelar os nossos pontos mais fracos e das quais muitas vezes deixamos de poder defender-nos.


É que esta coisa de dizer mal das pessoas seja porque razão fôr é sempre muito perigosa.Porque há sempre um dia em que temos que prestar contas por cada palavra dita ou escrita.E nesse dia acaba sempre por começar a entrada numa outra dimensão que julgavamos impossível, mas que a tal luz cruel a que nos subtemos ilumina, sem que possamos fugir.Eu, se fosse a manuela moura guedes , deixava de dizer mal das pessoas.
É que confundir mordacidade com sarcasmo e informação com manipulação, pode muitas vezes trazer-nos a ironia do destino e as piores consequências.e no caso dela as consequências e o resultado das suas acções estão à vista.









domingo, 25 de abril de 2010

senhor PR façamos assim; se está tão preocupado com a exclusão social e a pobreza dê aí 1 palavrinha aos ricos do seu partido para que abram as bolsas





Eu para discursos que metem os pobrezinhos , confesso, já não tenho paciência.

Normalmente só servem para tentar convenecer os pobrezinhos de que esta gente de posses se lembra deles antes das refeições ; o que nem sequer é verdade nem no que se relaciona com os pobrezinhos , nem com as orações que eles dizem que praticam.

Cavaco silva, que teve as melhores oportunidades para ajudar os pobrezinhos e os Portugueses em geral, quando foi Primeiro ministro , cheio do dinheiro fresquinho e acabadinho de dar entrada cá no burgo , vindo de uma Europa abastada e sem problemas de monta, decidiu estafar aquilo tudo em obra mais ou menos inútil para nós todos mas seguramente muito útil para encher os bolsos dos compadres que se encheram a bom encher com a estória das estradas e rotundas com que se entreteve a encher o País de norte a sul para dar uma de muito activo enquanto nos ia distraindo a nós dos reais problemas com que nos ia preparando o futuro.

-Agora que finalmente temos o futuro estragado e uma data de gaviões em demanda da nossa liberdade aparece agora Cavaco a dar uma de presidencial incómodo pela pobreza que temos com que nos confrontar , tentando assim continuar o branqueamento , tanto das suas reais responsabilidades nesta triste realidade , enquanto vai continuando assim a atirar o capote das culpas para trás das costas tentando vesti-lo a Sócrates que ainda foi um dos únicos grandes Primeiro ministros, esse sim verdadeiramente preocupado com o destinos dos que menos têm , ganhando assim o ódio dos comparsas do Presidente onde nomes como os de Dias loureiro existem para nos recordar que palavras, leva-as o vento, enquanto os milhões , esses lá vão continuando a voar para os bolsos do costume.

--Na verdade cavaco silva disse uma única coisa acertada.
A Sociedade portuguesa é hoje muito mais justa.Mas não o é com a sua dele colaboração.Aliás é mesmo por causa dele e de muitos dos seus amigos que hoje em dia poderíamos ser muito mais felizes e não o somos.

De modo que daqui envio o seguinte recadinho a noso Presidente cavaco: se na verdade está tão preocupado com os pobrezinhos, faça lá mais uma presidencial reunião com os seus amigalhaços do dinheiro e diga-lhes para empregar a malta em vez de a despedir , fazendo já agora o enorme favor de pagar os impostos a que têm andado a fugir e assim ajudar efectivamente todos os que neste momento não comem por causa deles.





25 de Abril: Cavaco alerta para desigualdade social

"A sociedade portuguesa é hoje mais justa do que aquela que existia há 36 anos. No entanto, persistem desigualdades sociais e, sobretudo, situações de pobreza de exclusão", afirmou o Presidente.

sábado, 24 de abril de 2010

o poster da liberdade:-viva o 25 de abril e viva a memória do zeca e do sérgio dois amigos que já foram mas que um dia ainda voltam.






-O Sérgio Guimarães e eu fomos grandes amigos.
Perdão; o Sérgio Guimarães e eu somos grandes amigos.Porque para mim, a amizade é eterna, sempre maravilhosa , profunda e intocável seja lá o que fôr que lhe toque.



As memórias que tenho dele são tantas que dão para pelo menos mais uma centena de vidas e que peninha que eu tenho de não ter á minha frente a possiblidade de viver pelo menos mais cem anos , que com tudo aquilo que passou por mim e que recordo, talvez assim conseguisse contar todas as estórias daquilo que vivi e com quem vivi.

Mas como o tempo não se duplica e a vida também não vamos ao que interessa que é esta estória sobre o Zeca , o Sérgio , o 25 de Abril e a fotografia criada para Símbolo da Liberdade.


Por alturas do começo de Janeiro de 1974 o Sérgio convidou-me para ir trabalhar com ele.Eu ainda estava a trabalhar numa agência de publicidade , mas ele precisava de ajuda para um trabalho que ia fazer á Madeira e eu sempre fui de ajudar os amigos.Passámos então a trabalhar em conjunto eu ele e mais uma amiga comum, a Ana que havia sido minha colega de escola , mas isso agora não vem ao caso que é outra estória que mais tarde contarei.
Direi apenas que a sintonia entre os três era perfeita , que todos éramos excelentes profissionais e que o tempo em que os tive como colegas foi dos melhores da minha vida.O Sérgio, é claro era o patrão.
Mas para além de ser super pontual e de querer começar a trabalhar a partir das seis da matina em ponto, o que a mim me dava cabo da cabeça, era um patrão do melhor.
Trabalhávamos como loucos, mas era compensador porque não só nos divertíamos com o que iamos dizendo uns aos outros , como pelas visitas dos amigos que por volta do fim da manhã ou da tarde lá apareciam ou porque havia mais trabalho para fazer ou apenas porque lhes apetecia companhia.

Um dos que lá aparecia era o Zeca. De vez em quando pois, quando havia um pouco mais de tempo ou o trabalho era menor, lá saíamos do atelier que ficava nessa altura um bocado longe do centro de Lisboa, lá nos metíamos no carro para ir até ao Monte carlo para uma de bifes e conversa com os amigos comuns que não eram tão poucos como isso.

Ora uns dias antes do 25 de Abril, não me lembro já de quantos, a conversa havia metido o filho do Pedro Bandeira Freire , que fazia parte do grupo e que toda a agente achava menino lindo.
Era de facto uma criança maravilhosa , de olhos imensamente azuis, cabelito louro em caracóis e de uma simpatia encantadora.


O Sérgio que andava a programar uma nova série de fotografias cuja a ideia era fotografar corpos e rostos de idades diversas , lembrou-se de que o miúdo era capaz de dar porque era giro e sossegadinho, talvez dando hipótese de umas fotos catitas.-"Epá é que o sacana do puto do Bandeira freire é mesmo um puto com piada , um dia destes temos que lho sacar para uma sessão a ver o que aquilo dá."; disse .


-E ficámos naquela de combinar uma jantarada na casa dele para ver se o Pedro levava então o miúdo.Depois não pensámos mais naquilo e voltámos á nossa vida. Por essa altura o Zeca andava muito atarefado com uns planos para um disco e passou pelo atelier para umas fotografias.Conversa puxa conversa , lembrou-se do Pedro Bandeira freire e recordou-se da ideia de que o Sérgio havia falado. Vai dali agarrou no telefone e enquanto se montavam os tripés combinaram então a jantarada.

No dia seguinte eu tive que partir para o Porto onde fiquei até dia 23 de Abril, de modo que a jantarada ficou fora dos meus planos.
Entretanto deu-se o 25 de Abril e eu nem me lembrei de outra coisa que não tivesse sido vir para a rua festejar , de modo que nem voltei ao trabalho , nem telefonei a ninguém, acho que durantes dois ou três dias nem sequer fui a minha casa , tanta era a festa e as razões para festejar.Foi apenas na semana seguinte que o Zeca me telefonou a saber se eu estava viva ou se me tinha dado um treco que eu fiquei a saber que o Sérgio tinha uma coisa para me mostrar que ele também ainda não havia visto por andar muito ocupado nas cenas revolucionárias.


Desandei para o Monte carlo e quando lá cheguei já estava o Sérgio sorridente e bem disposto com o seu ar de gozo do costume , sentado do lado do restaurante a falar com o Júlio , um dos empregados que era nosso amigo que quando me aproximei , piscando o olho me disse:
-"Este Sérgio guimarães sempre é um grande fotógrafo, a Maria já viu a última?"

Quando me sentei á mesa , o Sérgio agarrou num rolo que estava ao lado dele na cadeira e desenrolando-o mostrou -me uma das fotografias mais belas e mais tocantes que havia visto em toda a minha vida. Rodeada de tons azuis , uma criança loira de caracóis como espigas de trigo e olhos azuis como o mar, esticando o seu bracinho de menino pequeno quase um bébé, colocava um cravo vermelho e de caule muito verde na boca de uma espingarda suportada por um qualquer militar.
Era a foto que mais tarde daria o magnífico poster que simbolizou o dia 25 de Abril e a Revolução dos Cravos Vermelhos do Dia da Liberdade.
E foi esse o símbolo mais perfeito que alguma vez os meus olhos viram.

Quanto ao Sérgio, continuou a ser o Sérgio.
Amigo, simples e sorridente com uma pontinha de eterna ironia no sorriso e no olhar e a mesma loucura abençoada de sempre , com que sempre havia vivido.
Não se deixou encantar, não se deixou corromper , não ganhou dinheiro com o símbolo que havia criado e que durante algum tempo encheu o espaço com a sua beleza.

Quanto ao Zeca, quando mais tarde o encontrei disse-me:-
"Epá oh Maria , aquele maluco do Sérgio é um fotógrafo do caraças;
tu viste-me aquele poster? Aquilo é uma obra prima."
E de facto era. Ainda é. Será sempre.
E foi o meu amigo Sérgio Guimarães quem a criou.



dedicado ao nosso querido capitão de abril vítor alves , querido amigo de todos nós.



sexta-feira, 23 de abril de 2010

e de como se vai difamando para melhor defender a pedofilia quando toca ao que nos toca.


A POMBA LIVRE
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No ano da Graça de Deus de 1977, alguns intelectuais franceses de renome decidiram assinar um documento em favor de culpados detidos provisóriamente durante três anos , no decorrer de um processo de pedofilia em que tinham sido envolvidos.O caso foi conhecido e publicitado em toda a França com a direita e a extrema direita a acusar toda a esquerda de ser pedófila , com ataques violentissímos que acabaram por gerar artigos e desabafos alguns dos quais muito irritados da maior parte dos que sendo de esquerda se sentiram gravemente insultados com tais acusações.

Mais tarde vieram a público , num outro processo as acusações contra Daniel cohen bendit, um político associado aos Verdes franceses e que geraram acesa discussão que ainda hoje perdura sendo ainda hoje muito explorada.

Cohen, havia escrito e publicado um livro onde em algumas passagens o conteúdo, já de si bastante discutível ao nível do bom gosto ou mesmo de estilo, descrevia o que se pode considerar fantasias de tipo pedófilo.Se Cohen bendit praticou os tais actos pedófilos não se sabe, sabe-se apenas que foi duramente atacado pelo seu opositor Bayrou e quanto ao livro " Le Grand Bazar" escrito durante os anos setenta, gerou de facto a tal polémica por descrever situações de erotismo considerado por alguns de péssimo gosto o que deu a Bayrou político de direita dado aos sonhos de uma europa militarista e imperialista, fortemente apoiada na grande finança, a oportunidade de aproveitando a oportunidade , atacar também toda a esquerda colando-lhe aquilo que considerou ser uma orientação perversa.

Se de facto nessa discussão alguém esteve verdadeiramente preocupado com as crianças , isso também não se sabe, sabe-se apenas que os ataques se basearam como sempre no campo da política e que como quase sempres se usaram os trunfos possíveis para marcar os ambicionados pontos do costume. O que convém no entanto acentuar é que a tal petição assinada pelos tais intelectuais e autores, nada teve que ver com o livro escrito por Cohen bendit que é caso bem mais recente.Do que aconteceu aos envolvidos no tal caso que chamou a atenção dos que com ele se solidarizaram muito ficou perdido, mas não essa a estória que aqui me trouxe , a estória que me fez querer escrever ainda um pouco mais sobre todo este triste assunto vai numa direcção um pouco diferente.

Vem este meu poste a propósito da polémica gerada pelas últimas notícias dos casos de pedofilia cometidos por padres e bispos católicos que ali pelo meio do facebook estão a tornar-se cada vez mais inquietantes , uma vez que alguns dos utilizadores ( talvez pelo incómodo causado por tais notícias, uma vez que se apresentam como católicos e defensores deste papa bento XVI) começam a invectivar de modo algo violento todos os que neste país estão ligados partidáriamente ou por simpatia, á esquerda seja ela de raiz marxista ou socialista e que decidiram fazer afirmações que nada têm que ver com a realidade , mas que apesar de demonstrarem uma profunda ignorância e má vontade , contêm as piores insinuações e inverdades que como tudo o que não corresponde á realidade tem enfim que ser desmentido.

Ora uma das enormidades que esses utilizadores do facebook andam a publicar é a de que todos esses intelectuais Franceses que assinaram a tal petição em favor dos tais acusados que ficaram presos sem julgamento por suspeitas de envolvimento em casos de pedofilia eram todos eles também pedófilos ! pasme-se com a violência e com a facilidade com que agora neste país se difama seja quem fôr , seja de que país fôr.

E como se não bastasse, associam a pedofilia á esquerda , fazendo associações insultuosas e completamente despropositadas contra tudo e contra todos os que se insurgem contra os casos de pedofilia denunciados nos últimos dias, clamando em ódio e provocação que todos os que exigem que os padres pedófilos sejam entregues á justiça são pessoas sem moral porque ou são de esquerda ou então porque são simpatizantes de homossexuais ou mesmo homossexuais.
E para sustentarem o seu doentio ponto de vista lá estão, publicando os nomes de gente que nunca fez mal a ninguém na vida e que para além disso deixou um património de excelência criativa a toda a humanidade, como se agora assinar uma petição associasse quem a assina ao que quer seja a que a petição diga respeito.


Eu até compreendo o mal estar que estes últimos eventos e notícias anda a provocar nos meios católicos e de direita.Só não percebo porque é que os que são católicos á direita não compreendem que também por cá há muito católico á esquerda e que seja á direita como á esquerda certamente existirão imensos católicos muito mais incomodados com os abusos cometidos sobre crianças e jovens, do que própriamente com os incómodos que as notícias desses abusos possam provocar no clero.Mas por muito que certas pessoas se embaracem e por muito que queiram disfarçar o embaraço, a pior coisa que poderão fazer é atacar os outros de qualquer maneira , usando o tipo de argumentos que estes utilizadores do Facebook andam a tentar utilizar. Porque a verdade é que prejudicam tanto a igreja a que pertencem como as direitas que servem.E prejudicam ambas porque nem todos os que lêm os colossais disparates ficarão impávidos e serenos perante tanta aleivosia, mas seguramente irão procurar informação sobre aquilo que lêem e indo, seguramente a encontrarão que está disponível, rápidamente compreendendo que os que estão assim a insultar e a mentir pouca confiança merecem.

No entando , não deixa de ser um sinal inquietante esta forma de ataque que visa apenas atirar culpas para outros usando as tácticas mais vis enquanto com elas se espera arranjar adeptos para continuar o serviço. Qualquer pedófilo deve ser denunciado e julgado pelas leis que merece que lhe julguem os actos. E nessa situação estão os que já havendo confessado os seus crimes devem agora pagar pelos crimes que cometeram. Que o facto desses criminosos estarem associados á igreja católica é algo que incomoda, disso nem pode haver dúvida.

Agora tentar fugir á realidade fazendo o tipo de associações e de acusações que se andam a tentar na sombra e ao abrigo de redes sociais onde se procura manipular informação passando-a de forma não verdadeira é intolerável e deve ser combatido. Por mim já bloqueei alguns desses senhores e artistas - porque também os há metidos nisso -e já tratei de enviar os excertos dessa publicações como os devidos links para esses mentecaptos , em ordem a que o facebook os ponha na ordem e o mais depressa possível. É direito que assiste a todos os que usam as redes sociais e por todos deve ser usado.A difamação não é nem pode ser arma política e muito menos religiosa. E muito menos deve servir para atacar os outros , vivos ou mortos na sua sexualidade.

Ora Louis Aragon, Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir, Roland Barthes, Francis Ponge, André Glucksmann, Bernard Kouchner, François Chatelet, Patrice Chéreau, Philippe Sollers, Félix Guattari, Jack Lang, não eram pedófilos nem apoiavam a pedofilia, limitaram-se apenas a usar de um direito de cidadania como tantos outros no nosso próprio tempo.Pena é que ontem como hoje, a estratégia da mentira e da difamação, continue o seu caminho.






« En 1977, plusieurs intellectuels signent une pétition en faveur d’inculpés maintenus en détention provisoire pendant trois années dans une affaire de pédophilie. Les signataires s’appellent Louis Aragon, Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir, Roland Barthes, Francis Ponge, André Glucksmann, Bernard Kouchner, François Chatelet, Patrice Chéreau, Philippe Sollers, Félix Guattari, Jack Lang ».


En 1977, plusieurs intellectuels signent une pétition en faveur d'inculpés maintenus en détention provisoire pendant trois années dans une affaire de pédophilie. Les signataires s'appellent Louis Aragon, Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir, Roland Barthes, Francis Ponge, André Glucksmann, Bernard Kouchner, François Chatelet, Patrice Chéreau, Philippe Sollers, Félix Guattari, Jack Lang... Si le journal Le Monde qui a publié cette pétition, fait aujourd'hui son autocritique, Libé joue sur les deux tableaux : Serge July avoue que son journal a "légitimé des pratiques parfois criminelles", Pierre Marcelle stigmatise "l'abbé Guillebaud". Et c'est encore Libération qui publie les cris outrés de trois intellectuels rompus aux attaques contre l'ordre bourgeois : Philippe Sollers parle d'une "offensive de droite ou réactionnaire", Goupil reprend le mot et parle de "chasse aux sorcières", Roland Castro de "procès stalinien". L'argument d'une France réac' paraît cependant bien pauvre à un moment où l'Eglise se trouve aussi sur le banc des accusés. On vient d'apprendre en effet que Monseigneur Pican, supérieur hiérarchique de l'abbé Bissey, sera renvoyé en correctionnelle début juin, pour "non dénonciation" d'actes de pédophilie (dépêche AP). La société française est en train de donner un grand coup de balai à ses tristes tartufferies et aucune institution, aucune gloire n'est épargnée.

[Florence Guernalec, L'Internaute

tráfico humano em portugal: quando as leis esquecem e se distraem, os abutres prosperam.



A POMBA LIVRE
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Como é então possivel que em Portugal exista apenas uma prisão anual por tráfico humano?

Esta notícia que passou despercebida nas redes sociais e nos blogues não foi também lá muito comentada nos canais por onde passou nem fez parte das inquietações dos comentadores dos canais de televisão , pelo menos não me medida em que deveria ter sido comentada.

No entanto é uma das mais inquietantes notícias que li nos últimos tempos.

Saber que num País onde existem tantas maneiras de traficar seres humanos, através de fronteiras que carecem de vigilância, atrevés da vasta área marítima por onde entram e saem centenas de embarcações, carecendo também da vigilância apropriada , saber que existem lugares perdidos no mapa utilizados como aeroportos apenas utilizados pelos que deles têm conhecimento e saber agora que as medidas tomadas para evitar a desgraça dos seres humanos que são levados para partes incertas e destinos de uma violência quase inacreditável, é para além de uma péssima surpresa, algo muito difícil de aceitar quando sabemos que os números nos indicam que a esmagadora maioria das pessoas que desaparecem para se transformarem em escravos seja de prostituição forçada, seja de trabalho infantil escravo , são crianças e jovens e mulheres de quase todas as idades.

--Não é possível compreender e muito menos aceitar que o Estado e a Justiça assumam que o número desses traficantes hediondos que fazem negócio com os seus irmãos humanos está limitado a tão baixo número de prisões e cabe fazer a pergunta difícil ; se só um desses canalhas é preso então o que é que andam a fazer as polícias deste país e para que servem afinal??


--Como é que é possível que no ano de 2010 , em pleno séc XXI ainda se diga que em Portugal o tráfico de seres humanos -""Não é um crime com tradição jurisprudencial""!? e como é então possível que não sendo crime com a tal tradição jurisprudencial não se leve esta falta até a um debate profundo e sério seja na comunicação social, seja nos partidos politicos , seja na AR, seja nas televisões, seja nas ruas, seja nas redes sociais para que através desse debate surja informação adequada e critica positiva que obrigue o Governo e o Estado Português a tomar mediadas , severas e rápidas para que este estado medíocre e perigoso de coisas tome outro rumo.

--Porque um Estado que assume não ter medidas para combater os crimes por tráfico de seres humanos não é um Estado de direito e uma Democracia que assume não ter criado leis e prevenção e protecção a pessoas, não é uma Democracia urge tomar medidas e urge enfrentar esta estranhíssima situação em que os que fazem as leis de um país se esquecem sistemáticamente de fazer leis que protejam efectivamente os cidadãos desse país dos crimes por abuso, violência, estupro e morte pelos meios mais terriveis perpretrados por gente sem moral e sem limites que tem evidentemente que ser investigada , levada á justiça e castigada pelos crimes que comete.


--Ora sabemos que em Portugal os que cometem tais crimes que deveriam ser sujeitos a penas duras e sem apelo uma vez provadas, acabam por ter a vidinha facilitada acabando por sair das prisões ( quando lá entram ) muito pouco tempo depois de terem sido presentes a julgamento posto que os juízes que os julgam os julgam com pouca severidade.-"O crime de "tráfico de pessoas" é punível com pena de cadeia entre os três e os dez anos, podendo o juiz suspender todas as penas até cinco anos de prisão."

O que está então a falhar na Justiça Portuguesa?
Porque é que os dirigentes como Paulo portas, Paulo rangel, Jerónimo de sousa, Louçã, e todos os que tanto á direita como á esquerda fazem exigência quanto a aumento de polícias mais bem equipadas, que passam a vida a criticar a Justiça e as Leis deste país, não adaptam o seu discurso trazendo á luz esta realidade intolerável de que neste país á beira mar plantado e que parece um pequeno paraíso é então possível para os criminosos a criação dos grandes infernos da realidade horrível do tráfico de seres humanos? 



Porque é que os políticos se calam , porque é que os joranis não noticiam, porque é que os advogados não exigem , porque é que os juizes não se explicam , porque é que em suma o governo deste país não se decide a intervir obrigando ou propondo ou fazendo o que quer que tem a fazer para que aquilo que agora serve de desculpa para deixar estes criminosos horrendos á solta acabe de uma vez para que o tráfico de seres humanos termine de uma vez , para que esta inominável vergonha e este crime terrivel por omissão da justiça e acção de criminosos tenha finalmente fim?

--Quantas mulheres terão que morrer ás mãos dos seus captores?
--Quantas mulheres terão que morrer nas prisões para onde as enviam os que lucram com a escravatura sexual?
--Quantas crianças terão que ser roubadas do seio da sua família para alimentar os que as traficam no negócio mais horrivel de todos seja o sexual , seja o tráfico de orgãos , seja o negócio do trabalho infantil escravo, seja ainda para servir os apetites e as ilusões de gente que põe á frente dos seus instintos a vida de cada uma delas?
--Quantas jovens terão que perder as suas vidas ?

--Até onde teremos que suportar a inércia e a incúria daqueles que tudo deveriam fazer para que tais situações não continuem a ocorrer sem que os criminosos sejam levados para as prisõese levados perante os que devem julgá-los de modo a proteger a nossa sociedade deste tipo de abutres e canalhas ??

--Quando ontem muito irritadamente discuti este assunto com um grupo de amigas , uma delas apesar de se mostrar tão horrizadada com todas as do grupo, acrescentou algo que me deixou ainda mais aprensiva e que foi a seguinte frase:-" Mas oh Maria , tu ainda não percebeste que esse escândalo só será levado á presença dos grandes deste país, no dia em que os sejam os filhos e as filhas deles que desapareçam,levados pela canalha? Até desilude-te.Os filhos dos pobres e dos cidadãos comuns não valem nada para essa gente.Isso vai ficar assim com a desculpa da tal falta de jurisprudência e ninguém pode fazer nada porque eles nada querem fazer ."

--Esperemos que essa minha amiga não tenha razão em pensar desta maneiura, quanto a mim confesso, estou a meio caminho de pensar exactamente como ela.
--A menos que esta condição se altere e que em breve, mas mesmo muito em breve medidas sejam tomadas para que este tipo de crime receba a atenção muito séria de todos quantos têm a força e a capacidade para que as faltas na lei sejam devidamente alteradas e se possam enfim por côbro ao tráfico de seres humanos em Portugal. Quanto ao resto das desculpas mais ou menos inteligentes e mais ou menos formadas que por aí andei a ler , pouco me interessam.


Quem defende que Portugal é uma Democracia e um Estado de Direito, não pode agora vir dizer que neste País, os que traficam pessoas, têm o caminho livre porque os Legisladores se esqueceram de fazer e adaptar as Leis do País que Legislam.

Em Portugal só há um preso efectivo por tráfico humano

quinta-feira, 22 de abril de 2010

deve ser porque uma besta quando abre a bocarra nunca vem só.







Esta estória de haver gente que á viva força quer provocar os que entende que por serem diferentes não nos devem merecer respeito não é de agora.

Agora o que está é mais visivel, porque os média fazem agora o papel que antigamente era feito apenas pelas coscuvilheiras que em troca de suma má língua se faziam pagar em favores e algumas merendas.



Agora os favores são outros e as merendas também e muito embora as práticas sejam as mesmas , os meios melhoraram imenso e agora projecta-se a má língua em melhores meios que os antigos páteos e esquinas, mas a cena é a mesma e os que estão nessa cena só diferem pelos cargos que ocupam.

Qualquer dia , se isto continua assim ainda acabo por ter que concordar com o Prof Medina carreira quando diz que ele há certa gente que vai para as universidades para nada fazer nem aprender que são burros como tordos e de cabeças pequeninas.
Eu bem luto por não o deixar influenciar -me a opinião , mas com gente como este sr dr Otero, a tafefa não me fica nada facilitada.


Não que este sr dr Otero me tenha surpreendido com aquela peregrina ideia de utilizar os recursos Universitários e do ensino; para , á pala de uma desculpa sórdida de algum humor distorcido, propagar a pior informação racista e xenóbofa , com incitamento ao mais distorcido comportamento.

Já lhe tinha sentido o cheiro, quando viajei aqui há uns tempos por uns blogues nacionais com grande visitação onde foi permitido que publicasse comentários com o mesmo tipo de informação e exactamente usando o mesmo tipo de palavriado.

Suponho pois que das duas uma, ou foi o próprio que andou a testar as ideias taralhoucas e medíocres , ou então meteu amigos na obra, o que também não é de estranhar posto que essa é também manha que anda muito na moda.

Tenho para aí perdidos nos meu blogue os comentários azedos dessa gente que muito se danou por esses mesmos conteúdos terem sido impedidos aqui e se dermos uma volta aí pela blogosfera , depressa encontraremos o vómito do ódio e da impotência desse tipo de "culturas".


Ora porque uma besta, quando abre sua bocarra quase nunca a abre sem companhia, é natural que esta gente se desdobre em esforços para ser lida e escutada , uma vez que os interesses que servem precisam de disseminar o veneno e se encontrarem lugares á disposição é claro que não os largam.

Mas se já foi grave que tais abjecções violentas tenham sido propagadas em blogues e em redes sociais ( o facebook está cheio de gente dessa ) mais grave ainda se torna que uma Universidade tenha sido utilizada para que um Otero qualquer , seja ele doutorado ou não,dela se use e dos seus alunos, para propagar doutrinas que estão mais perto das doutrinas de hitler sobre
homossexualidade que de outra doutrina qualquer;
-( não esquecer que hitler mandou fuzilar e mais tarde mandou para campos de concentração todos os homossexuais que encontrou dizendo que eram animais e que não mereciam viver porque eram como os judeus a quem também insultou como Povo que ainda por cima dizimou começando por lhe atacar a honra e a cultura )
dizendo deles o mesmo que este Otero mandou que se lesse no texto que obrigou a ser respeitado como matéria de estudo respeitável , quando do meu ponto de vista não passa de matéria que deveria obrigar á sua expulsão com justa causa e em alta velocidade.

O que transforma este episódio em algo mais que uma anedota patética vinda de uma figura ainda mais patética é o facto de se ter usado pessoas e bens com a maior falta de respeito , para desrespeitar ainda mais, tanto as pessoas que obrigou a que lessem e respondessem à sua provocação, como ainda por cima faltando ao respeito a Instituições Democráticas do país onde vive, o que só por isso lhe deveria merecer um valente puxão de orelhas daqueles que podem dar-lho.

É que neste momento já estão os Portugueses cheios de gente que outra coisa não faz senão insultar outros a torto e a direito, tendo ainda por cima que lhes pagar ou de uma maneira , ou de outra.
Se a tudo isto ainda se juntam tipos como este Otero que pode muito bem ser dr.mas que francamente, devia era voltar á primária para aprender boas maneiras e melhor educação , então ainda menos paciência haverá para aturar o que já de si vai tão mal.

É que para bestas de bocarra aberta , já temos a nossa conta.
Façam então os que podem, o favor de não aumentarem o número. Mandem-nos mas é para onde lhes ensinem a não insultar os outros e se não aprenderem desta vez, ponham-lhes uma orelhas de burro , que os burros não têm culpa mas podem servir de ensino.



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Há 51 minutos Paulo Otero, regente da cadeira de Direito Constitucional II, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, é acusado pelos alunos de «provocação discriminatória e ridícula» ao equiparar num enunciado de um teste a homossexualidade e a bestialidadeLer Mais

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